terça-feira, 9 de setembro de 2008

como quem partiu ou morreu


hoje é daqueles dias em que me sinto mesmo numa roda-viva buarqueana, que me fez "estancar de repente" ao mesmo tempo em que "o mundo cresceu". amanhã passa. se tardar, é porque já passou e eu nem senti.

quando voltar à normalidade, o jornalismo torna a ser tema neste blog. hoje, perdoem-me, mas às favas com o fazer jornalístico, que eu quero mesmo é entrar debaixo do cobertor e só sair quando a tempestade for embora.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Aqui me tens de regresso...


Se alguém manteve a paciência e vez por outra acessou este espaço nos últimos dois meses, agradeço pela delicadeza e informo que voltei para ficar. Retornei à terrinha, retomei a pesquisa e os estudos, e a vontade de 'socializar' meus percalços e descobertas acadêmicas está maior do que nunca.

Hoje participei de uma conversa com Sylvia Moretzsohn, no auditório do PPGCOM da UFPE. Já tinha lido, de uma tacada só, a tese de doutorado (que virou livro) da pesquisadora - Pensando contra os fatos: Jornalismo e cotidiano, do senso comum ao senso crítico -, e foi como um soco de direita no estômago.

Acredito que ela entende o jornalismo da mesma maneira com a qual eu tenho pensado e encarado. O fazer jornalístico desvinculado dos maniqueísmos, que criam uma imagem, de um lado, de atividade extremamente constrangida e podada pelo 'sistema' e, por outro, de uma profissão liberta das amarras estruturais. Moretzsohn consegue enxergar instantes de 'fissuras', brechas nas quais é possível a realização de um trabalho criador e que pode contribuir para se alcançar o quimérico (?) esclarecimento do público. Recomendo a todos a leitura dessa obra, sobre a qual discutimos hoje.

Uma 'palhinha' da conversa pode ser conferida no sítio http://www.ufpe.br/jornalismo, um trabalho de cobertura feito pelos alunos de graduação em Jornalismo Luísa Ferreira, Guilherme Carréra, Diana Melo e André Simões (que, mais uma vez, se voluntariaram para fazer a cobertura em tempo real de um evento promovido pelo nosso Grupo de Pesquisa Jornalismo e Contemporaneidade).

Sobre esse 'jornalismo possível', gostaria muito de ouvir vocês. E aí, meu povo, vocês acham que dá para fazer jornalismo com as ferramentas, espaços, constrangimentos e restrições que temos atualmente? (ou melhor: que sempre tivemos)

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Ao mundo, pois

Dentro de alguns dias embarco numa viagem 'de retorno', após um hiato de sete anos - que passaram chispando, quase não me dava conta. Mais de 2.500 dias sem viajar não sendo a trabalho; quase 3 mil noites e um oceano que me separam do destino dessa viagem.

Até lá, preciso deixar muita coisa pronta e, naturalmente, finalizar todos os preparativos. Sim, este blog ficará órfão por alguns dias. Mas sempre que me sobrar um tempinho e uma conexão, volto aqui para contar as novas sobre minha tese. Quero aproveitar a oportunidade para fazer pesquisas n'algumas bibliotecas também.

Estarei de volta em agosto, com (des)gosto de voltar. Sobre as minhas andanças, postarei impressões e historietas curtas no Olhos Novos. Que vocês também tenham boas e merecidas férias.

domingo, 29 de junho de 2008

Descampado


Fruto da disciplina Jornalismo Investigativo, que tive o prazer de conduzir neste semestre na UFPE, 28 estudantes, em sua maioria do 3º período, fizeram 'barba, cabelo e bigode' de uma extensa reportagem. Pauta, apuração, entrevistas, imagens, redação, edição e checagem ficaram a cargo desses moços e moças, que cumpriram a tarefa de 'radiografar' o campus da Universidade.

Passaram por todos os percalços do processo. Chás-de-cadeira, pautas furadas, resistência a entrevistas, dificuldade no acesso a informação. Também sentiram o gostinho da apuração bem feita, do texto fluindo, do resultado estampado na tela, prontinho.

Até tiveram uma audiência com o reitor, para explicar as razões e propósitos das mais de 70 matérias produzidas.

O Descampado, pois, está no ar. Entrem, que é de graça e não dói, e conheçam o primeiro trabalho de reportagem desses jovens repórteres.

sábado, 21 de junho de 2008

lendas urbanas não perecem

Assim como os Highlander e os diamantes, as lendas urbanas são eternas

Circulou esta semana, na lista de discussão da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), um comentário interessantíssimo a respeito da crença e - do que é pior - propagação de lendas urbanas pela imprensa.

Muito recentemente, o Observatório de Imprensa noticiou sobre um texto que seria, supostamente, de autoria de uma publicação de Maceió, que trazia uma coleção de imprecisões e absurdos histórico-político-econômicos a respeito de Lisboa.

Por exemplo: "O curioso é que 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com orientação de excelentes arquitetos, preservando a originalidade das construções."

Essa história rola pelo menos há quatro anos, mas até agora ninguém conseguiu confirmar se o texto saiu mesmo na tal de revista alagoana e, o que é pior, se não se trata de uma piada com requintes de humor da mais alta estirpe. Se há jornalismo, o mínimo que se poderia fazer, antes de espalhar essas pérolas, é investigar.

Se não se encontrar comprovação, não haveria como vaticinar a autoria, a efetiva publicação e, muito menos, a veracidade desse trem.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Da Fuzarca


SPORT, SPORT, SPORT! - TimAÇO

O Leão
(Vinícius de Moraes)

Leão! Leão! Leão! Rugindo como um trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês
Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação

Tua goela é uma fornalha
Teu salto, uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda
Leão longe, leão perto
Nas areias do deserto
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro

Leão! Leão! Leão! És o rei da criação
Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna
Leão! Leão! Leão! Foi Deus quem te fez ou não
Leão! Leão! Leão! És o rei da criação

O salto do tigre é rápido
Como o raio, mas não há
Tigre no mundo que escape
Do salto que o leão dá
Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte
Pois bem, se ele vê o leão
Foge como um furacão

Leão! Leão! Leão! És o rei da criação
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus quem te fez ou não

Leão se esgueirando à espera
Da passagem de outra fera
Vem um tigre, como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranqüilo
O leão fica olhando aquilo
Quando se cansam, o leão
Mata um com cada mão


(Para não fugir da temática: a transmissão do jogo quase ter se limitado a mostrar, incessantemente, a torcida do Corinthians - enquanto o caldeirão da Ilha do Retiro fervia - foi no mínimo de amargar!)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Clamor de inocência

Devo, não nego. Pago (ou volto a postar com freqüência decente) quando puder. Caríssimos, estou em grande débito com este espaço e, em conseqüência, com meus poucos - porém fiéis - leitores. Volto em breve à rotina normal. Minha gente, "não me deixem só", numa alusão a um nefasto, mas não tão longínquo, passado político.

Para ouvir ao som de:

Basta de clamares inocência (http://www.youtube.com/watch?v=8o6zm5wvcIM)
Composição: Cartola

Basta de clamares inocência
Eu
sei todo o mal que a mim você fez
Você desconhece consciência
Só deseja o mal a quem o bem te fez
Basta, não ajoelhes, vá embora
Se estás arrependida
Vê se chora
Quando você partiu
Disseste chora, não chorei
Caprichosamente fui esquecendo
Que te amei
Hoje me encontras tão alegre e diferente
Jesus não castiga o filho que está inocente
Basta, não ajoelhes, vá embora
Se estás arrependida
Vê se chora