
segunda-feira, 3 de março de 2008
nota pessoal

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Dois pesos, duas medidas

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Entre o copo e o cinzeiro
"Se eu quiser beber eu beboSe eu quiser fumar eu fumo
Não me interessa mais ninguém
Se o meu passado foi lama
Hoje quem me difama
Viveu na lama também "
(trecho de 'Lama', de Arrigo Barnabé)
Duas questões de saúde e segurança públicas estão sendo tratadas sob vieses completamente diferentes por uma parcela da imprensa. Aqui, vou me ater à pernambucana.
Enquanto a questão da proibição do fumo em ambientes públicos é reservada aos cadernos de cotidiano, com a tônica de problema de vigilância sanitária, com foco no incentivo à resolução, a decisão de impedir a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais virou fato econômico - sob a ótica de fechamento dos negócios e possível aumento no desemprego no setor. A exceção é de algumas matérias nos cadernos culturais, que trazem a discussão sobre o que chamam de "direitos dos fumantes em xeque".
A campanha contra a proibição de venda de bebidas é clara nos jornais. Os restaurantes vão quebrar, os garçons perderão emprego, as pessoas deixarão de ir aos estabelecimentos. Pelo discurso, o caos será instaurado na economia pernambucana com a manutenção da medida. O pandemônio, em suma.
Seguem algumas manchetes:
sobre a proibição de venda de bebidas nas estradas:
Lei seca ameaça empregos de bares e restaurantes - JC, 22/02
Editorial: os perigos da lei seca, JC, 16/02
Lei seca ameaça o turismo - JC, 09/02
OAB quer flexibilizar MP das medidas - DP, 21/02
Protesto de donos de bares interdita BR - 232 - DP, 21/02
sobre o fim do cigarro em estabelecimentos:
Cerco fechado aos fumantes - JC, 12/02
Bar que não punir fumo será multado - JC, 09/02
Proibido fumar! Reunião discute início das fiscalizações em bares - DP, 11/02
No meu entender, dois pesos e duas medidas estão sendo usados para lidar com o tema.
Esta semana, escutei até como argumento contra, numa entrevista para programa de TV, o "fato" que já houve afastamentos de funcionários temporários após o Carnaval. Mas não é verdade que, todos os anos, os temporários, como o próprio nome diz, são comumente contratados para o período de festas e, passado o reinado de Momo, logo dispensados? Por que agora a culpa é exclusivamente da falta de álcool às mesas dos estabelecimentos de beira de estrada?
E vocês, o que acham?
Para entender mais sobre o assunto:
Governo proíbe venda de bebibas alcoólicas em rodovias federais - G1, 21 de janeiro 08
Liminar libera venda de bebidas alcoólicas em rodovias do DF - Folha online, 01 de fevereiro 08
Venda de bebida à beira de estrada no Rio volta a ser proibida - Globo online, 26 de fevereiro 08
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
A mão de Obama

O tamanho de Fidel, a pele de Obama…
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
De maledicências, veredictos e julgamentos
Serge Moscovici, teórico da psicologia social, afirma em seu livro Representações Sociais que "no pensamento social, a conclusão tem prioridade sobre a premissa, e nas relações sociais, conforme a fórmula adequada de Nelly Stephane, o veredicto tem prioridade sobre o julgamento". Pingos nos is
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
A Flor e a Náusea

Notícia boa merece ser reverberada. Espalhada aos quatro ventos. Tal como a boa nova que vem do OmbudsPE, projeto que monitora a imprensa pernambucana, especialmente no que concerne a respeito aos direitos humanos.
O site havia publicado, em novembro, um comentário sobre os famigerados anúncios publicitários disfarçados de notícia, com destaque para os veiculados no Jornal do Commercio. A denúncia foi enviada à Agência Nacional de Jornais (ANJ).
No início deste mês de fevereiro, a ANJ reconheceu o erro e mandou resposta pela assessoria de imprensa:
"Informo que a diretoria da Associação Nacional de Jornais, depois de consultar o Jornal do Commercio a respeito da denúncia por você encaminhada, de que o jornal havia veiculado publicidade sem a devida caracterização, considerou satisfatória e adequada a explicação daquele periódico. O Jornal do Commercio admitiu o equívoco, explicando que deveu-se à falha da agência de publicidade e falta de comunicação com a equipe de produção do jornal. O anúncio foi produzido sem a devida caracterização pela agência e esta falha passou despercebida pelo editor da página. Além de lamentar o equivoco, o Jornal do Commercio manifestou a certeza de que não voltará a ocorrer. Agradecemos sua iniciativa de apontar o problema, que consideramos como uma contribuição para o padrão de jornalismo ético defendido pela ANJ."
A equipe do OmbudsPE informa que "a resposta da associação empresarial nos anima para que utilizemos ainda mais esse canal para apontar desvios no código de ética apontado pela própria entidade". Link completo do texto.
Não lhes parece essa notícia um pouco com a flor de que falava Drummond? Um fiapinho de esperança em meio às náuseas do mundo.
A Flor e a Náusea
(Carlos Drummond de Andrade)
"Preso à minha classe e a algumas roupas
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me?
(...)
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia.
Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia.
Mas é uma flor.
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio. "
(leia o poema completo)
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Espelho, espelho meu
